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cavalinho


A criança corre e monta seu cavalinho e começa a balançar pra lá e pra cá. Ela não sai do seu lugar mas continua seu movimento de subida e descida sucessivamente. Um colega se convida a entrar na brincadeira e se senta a frente no cavalinho gêmeo. A brincadeira segue e o cavalinho não sai do seu lugar sendo tensionado para cima e para baixo gangorrendo. Então uma das crianças sai em busca de uma nova brincadeira e a outra percebendo que não tem mais o contra peso pra sua brincadeira abandona também seu cavalinho. Logo outro toma o lugar vazio e começa a gangorrar. A brincadeira continua e tudo se repete até a hora de entrar para sala de aula novamente. Os cavalinhos perdem seu balanço um a um e os peões agora novamente alunos os observam pela janela desejando montar mais uma vez. Movimentos constantes que não tiram o brinquedo do lugar mas convidam a dividir uma sensação de coletividade onde a brincadeira só se realiza completa quando o outro está lá.











sobre o autor:

Maik Douglas Cabral Machado é Mediador-Professor licenciado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) no curso de Artes Visuais. Membro do Grupo de Pesquisa Entre - Educação e arte contemporânea (CE/UFES). Atua na educação básica lecionando para os anos iniciais pela prefeitura da Serra - ES. Os interesses de pesquisa permeiam pela mediação no campo da arte contemporânea e o espaço da sala de aula como disparador de ações mediadoras.



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